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Título: A supervalorização do diagnóstico de autismo na escola : um estudo sobre subjetividade social
Autor(es): Silva, Virgínia
Orientador(a): Orrú, Sílvia Ester
Palavras-chave: Educação;Educação Autismo;Professores - formação
Data do documento: 16-Aug-2016
Data de defesa: 5-Dec-2014
Editor: Universidade de Brasília
Citação: SILVA, Virgínia. A supervalorização do diagnóstico de autismo na escola: um estudo sobre subjetividade social. 2014. 120 f., il. Dissertação (Mestrado em Educação)—Universidade de Brasília, Brasília, 2014.
Resumo: O trabalho pedagógico junto aos estudantes com autismo tem provocado apreensões significativas entre os professores que o realizam em escolas públicas e escolas privadas. Diante desse panorama, muitos professores têm se empenhado nesse trabalho, procurando, desde uma visão assistencialista de atendimento, trazer esse estudante para os padrões de aprendizagem uniformizados historicamente na sociedade. No entanto, o paradigma da medicalização da sociedade presente nas escolas tem orientado o olhar e os objetivos de ensino de estudantes com autismo para seu quadro diagnóstico colocado à frente do estudante em sua constituição subjetiva e de suas singularidades. Esses fatores têm resultado na uniformização do comportamento e modos de ser desses estudantes que permanecem à mercê de práticas pedagógicas condicionantes e homogeneizadoras de ensino voltadas aos estudantes com autismo. Esses estudantes têm permanecido nos contextos escolares durante anos confinados em atendimentos que não os reconhecem como possíveis sujeitos que aprendem, repetindo atividades que não os mobilizam a produzirem estratégias próprias de aprendizagem. Desse modo, fazem-se pertinentes investigações que apontem as fragilidades dessas práticas e produzam reflexões que movimentem os professores no sentido de possibilitá-los compreender sua condição histórica, social e subjetiva na constituição da subjetividade social das escolas e que, partindo desse ponto de vista, permitam-nos olhar para o estudante como indivíduos historicamente e subjetivamente constituídos e constituintes, também, dos contextos de aprendizagem de escolas públicas e privadas. Com base, principalmente, na Teoria da Subjetividade de González Rey e nas contribuições teóricas de Orrú, Vygotsky e Paulo Freire, realizamos esta investigação, com o objetivo de analisar a subjetividade social em seus processos de constituição e configuração nos contextos escolares de aprendizagem de estudantes com autismo no que concerne às práticas pedagógicas dos professores. Para tanto, utilizou-se o método construtivo interpretativo, sustentado nos princípios da Epistemologia Qualitativa, que concebe a produção inteligível de conhecimento como um processo construtivo-interpretativo singular e dialógico do pesquisador. Os participantes da pesquisa foram professores de uma escola pública e de uma escola privada de Brasília que estavam trabalhando com estudantes com o diagnóstico de autismo. No período da pesquisa utilizamos a dinâmica conversacional, a observação e o complemento de frases como instrumentos para produção das informações. De modo geral, os contextos escolares dos estudantes com autismo apresentam elementos subjetivos que constituem e configuram a subjetividade social da escola que expressam a personificação do quadro sintomático de autismo nas escolas. Isso tem definido, orientado e institucionalizado práticas pedagógicas pautadas na crença pedagógica nas ações da medicina junto a indivíduos diagnosticados com autismo. A personificação do diagnóstico tem impedido os professores de reconhecerem-se parte do processo de aprendizagem, não mobilizando estratégias de ensino que possibilitem situações de aprendizagem para os estudantes, isentando-se de uma posição protagonista de um processo que venha romper com as práticas condicionantes e homogeneizadoras junto aos estudantes com autismo. _____________________________________________________________________________________ ABSTRACT The pedagogical work with students with autism has caused significant concerns among teachers who perform in public schools and private schools. Against this background, many teachers have been engaged in this work, looking from a paternalistic vision care, bring it to the standards of student learning uniformed historically in society. However, the paradigm of the medicalization of society present in schools has directed the look and the goals of teaching students with autism to their diagnosis framework that has been placed in front of the student in his subjective constitution and his singularities. These factors have resulted in the standardization of behavior and ways of being of those students who remain at the mercy of conditions and teaching practices aimed at homogenizing teaching students with autism. These students have remained in school contexts for years confined in attendance that do not recognize them as potential subjects learn repeating activities that do not mobilize them to produce their own learning strategies. Thereby, it’s needed to make investigations that indicate the weaknesses of such practices and produce reflections that move the faculty to enable them to understand their historical, social and subjective social status in the constitution of subjectivity schools and, from that point of view, let them look at the student as individuals historically and subjectively constituted and constituents, also the learning contexts of public and private schools. In this context, based mainly on the Theory of Subjectivity, by González Rey, and the theoretical contributions of Orrú, Vygotsky and Paulo Freire conducted the research, with the aim of analyzing the social subjectivity in the process of setting up and configuration in school learning contexts for students with autism, regarding the pedagogical practices of teachers. For that, we used the interpretive construction method, supported the principles of Qualitative Epistemology, which conceives intelligible knowledge production as a unique and constructive-dialogic process of interpretation of the researcher. Survey participants were teachers of a public school and a private school in Brasilia who were working with students diagnosed with autism. During the survey period, we used the conversational dynamics, observation and phrases as the complement of instruments for production of information. Overall, the school contexts of students with autism exhibit subjective elements that constitute and shape the social subjectivity of the school which express the embodiment of symptomatic picture of autism in schools, which has defined, focused and institutionalized pedagogical practices based on belief in the pedagogical actions of medicine from individuals diagnosed with autism. The personification of diagnosis have prevented teachers from recognizing a part of the learning process not mobilizing teaching strategies that enable learning situations for students, exempting itself a protagonist of a process that will break with the constraints and practical position homogenizing with students with autism.
Descrição: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, 2014.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/668
Etapa/Modalidade: Educacao especial
Appears in Collections:13.02.01 Dissertação

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