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Título: Pais/responsáveis e a avaliação das aprendizagens : percepções e significados
Autor(es): Oliveira, Rose Meire da Silva e
Orientador(a): Villas Boas, Benigna Maria de Freitas
Palavras-chave: Avaliação educacional;Pedagogia;Educação - participação dos pais
Data do documento: 16-Aug-2016
Data de defesa: 1-Jul-2011
Editor: Universidade de Brasília
Citação: OLIVEIRA, Rose Meire da Silva e. Pais/responsáveis e a avaliação das aprendizagens: percepções e significados. 2011. 251 f., il. Dissertação (Mestrado em Educação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2011.
Resumo: O presente estudo refere-se a uma pesquisa realizada em 2010, desenvolvida em uma turma do 3º ano do Ensino Fundamental de uma instituição pública de ensino do Distrito Federal. Teve como objetivo central compreender as percepções e os significados de um grupo de pais/responsáveis acerca da avaliação das aprendizagens. Por meio de estudo de caso com observação do cotidiano escolar, análise documental, realização de grupos focais e entrevistas, sendo os pais/responsáveis os principais interlocutores, a pesquisa de abordagem qualitativa trouxe à tona, a partir das percepções e significados atribuídos pelos pais/responsáveis, evidências significativas atinentes ao processo avaliativo da aprendizagem: em que consiste, para que serve e como é realizada, quem deve avaliar e ser avaliado, o uso que é feito de seus resultados, o envio de seus resultados aos pais/responsáveis, como seus filhos se sentem ao serem avaliados, como eles próprios se sentem diante da avaliação praticada, sugestões para reorganização do processo avaliativo. A pesquisa empírica investigou um contexto de ensino ciclado, no qual se adotou a proposta pedagógica do Bloco Inicial de Alfabetização - BIA - utilizada como estratégia pedagógica pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, para a implantação do Ensino Fundamental de nove anos nas escolas da rede pública de ensino. As análises dos dados evidenciados foram fundamentadas em Esteban, Hoffmann, Jacomini, Malavasi, Mainardes, Nogueira, Paro, Perrenoud, Sordi, Veiga, Villas Boas, entre outros, que mantiveram congruência para o escopo deste trabalho. Os resultados obtidos revelaram que, embora haja um discurso de envolvimento da família no contexto da escola, os pais/responsáveis não participam efetivamente do processo avaliativo da aprendizagem de seus filhos/estudantes. Normalmente, são vistos como expectadores e não como partícipes desse processo, em instâncias avaliativas institucionalizadas na escola. Constatou-se que os pais/responsáveis valorizam a concepção formativa da avaliação e percebem que as práticas avaliativas compreendem aspectos formais (provas, tarefas de casa, atividades em sala de aula) e informais (juízos sobre valores e atitudes dos filhos/estudantes) que compõem o olhar avaliativo da professora sobre a aprendizagem dos alunos. Além disso, eles manifestaram entender que seus filhos são avaliados, também, por terem ou não acompanhamento familiar. Diante desse contexto, se sentem constrangidos e ―obrigados‖ a responder pela não-aprendizagem dos filhos/estudantes e pouco esclarecidos acerca de conceitos e critérios avaliativos adotados pela escola. Isso se reflete diretamente na autoestima tanto dos pais/responsáveis quanto dos estudantes. Entretanto, almejam contribuir de forma mais efetiva e colaborativa para a qualidade do ensino e ação educativa da escola. Torna-se, portanto, necessário que o discurso da participação efetiva da família se transforme em ação firmada pelo projeto político-pedagógico da escola, tendo em vista não somente a valorização de seus saberes, mas ações substanciais de inclusão dos pais/responsáveis no processo avaliativo da aprendizagem. Isso fará com que a escola se torne um espaço transparente e coletivo de reflexão e discussão, possibilitando uma nova lógica avaliativa, sobretudo ética e comprometida com a emancipação dos sujeitos que fazem parte de seu cotidiano. __________________________________________________________________________________________ ABSTRACT This paper refers to a research carried out in 2010 with the main objective of understanding the perceptions and meanings of a group of parents and legal guardians with regard to the learning evaluation developed in a 3rd grade class of Elementary School in the public school system of the Federal District, Brasilia, Brazil. By way of a case study with observation of day-to-day school life, document analysis, focal groups and interviews, when the main interlocutors were the parents/guardians, the qualitative approach research brought forth significant evidence related to the learning evaluation process, based on the perceptions and meanings given by the parents/guardians. The aspects that arose were: what does the process consist of, what purpose does it serve and how is it carried out, who should evaluate and who should be evaluated, how are the results of the evaluation used, how are the results sent to parents and guardians, how do the children feel about being evaluated, how do the parents/guardians themselves feel in view of the evaluation performed, and suggestions for the reorganization of the evaluation process. The empirical research investigated a cycled educational context in which the pedagogical proposal adopted was that of the BIA - Initial Literacy Block – used as a pedagogical strategy by the Federal District‘s State Secretary of Education, to set up the 9-year Elementary School in the public system schools. The analyses of the data evidenced were supported in Esteban, Hoffmann, Jacomini, Malavasi, Mainardes, Nogueira, Paro, Perrenoud, Sordi, Veiga, Villas Boas, among others, who kept congruence for the scope of this paper. The results obtained revealed that, even though there is a discourse regarding the involvement of the families in the school context, parents and guardians do not actually effectively participate in their children‘s/students‘ learning evaluation process. They are usually seen as spectators and not as participants in the process, during institutional evaluative instances at the school. It was detected that parents/guardians value the formative conception of evaluation and perceive the evaluative practices as comprehending formal aspects (tests, homework, classroom activities) as well as informal ones (value judgment and attitudes of the children/students) that make up the teacher‘s evaluative appreciation of her students‘ learning. In addition, they expressed their understanding that their children are also evaluated for having family support, or not. Within this context, they feel embarrassed and ―compelled‖ to respond for the non-learning of their children/students, and are not very clear on the evaluation concepts and criteria adopted by the school. This is directly reflected on the self-esteem of both parents/guardians and students. However, they intend to effectively and collaboratively contribute to the quality of learning and of the school‘s educational action. It is, therefore, necessary that the discourse of the family‘s effective participation become action established by the school‘s political-pedagogical project, with the objective not only of valuing knowledge but also substantial actions of inclusion of the parents/guardians in the learning evaluation process. This will make the school a transparent, collective environment for reflection and discussion, allowing for a new evaluation logic, especially ethical and committed with the emancipation of the subjects part of its daily life.
Descrição: Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Educação, 2011.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/620
Etapa/Modalidade: Ensino Fundamental Anos Finais
Appears in Collections:02.02.03 Avaliação da Apredizagem

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