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Título: Tromp L'oeil - Uma pesquisa ficcional (em ensino de arte)
Autor(es): Ferreira, Emílio Caetano
Orientador(a): Gunther, Luisa
Palavras-chave: Ensino de Arte;Falsificação
Data do documento: 12-Feb-2019
Data de defesa: 30-Apr-2018
Editor: Universidade de Brasília - UnB
Citação: FERREIRA, Emílio Caetano. Tromp L'oeil - Uma pesquisa ficcional (em ensino de arte). 188p. Il. Dissertação ( Mestado em Arte) - Universidade de Brasília, 2018.
Resumo: Parece uma boa ideia. Claro que será preciso elaborar melhor. Volto a pensar nas historietas, o que me leva novamente a pensar sobre como falar do falso numa pesquisa em educação de artes visuais. Os temas e maneiras se entrelaçam: o falso na arte, o falso na pesquisa/ciência, o falso na escrita. Um falsificador de arte e um pesquisador que falseia – as metodologias, os objetos, os dados, os placebos – provocam que tipo de discussão? Penso... Penso... Olho e vejo a sombra de uma árvore no muro através da janela. Enquanto as sombras acenam contra o cinza do muro e o cinza do muro corta o azul do céu minhas dúvidas parecem chegar com o vento. O erro de George Washington cumprimentando uma pintura; o falso no caso Kammerer; a falsificação de arte e o professor de arte que lida com as narrativas sobre objetos e artistas possuem o quê em comum? Parece, afinal, que a conexão é a complexidade do tema. Existem diversas formas de falar do falso na arte. O falso como imitação da natureza/mimese; o falso como atribuição errônea ou intencional; o falso como imitação de um estilo ou de uma produção estética; o falso por não adequação a um conceito de arte aceito: “Isso não é arte de verdade”. Existem muitas formas de falar do falso na ciência ou na pesquisa. O falso como erro; o falso como não validade ou verificabilidade; o falso como falseamento dos dados; o falso como plágio; o falso como não adequação epistemológica; o falso como não adequação a um conceito hierárquico de ciência ou sistema legitimador. Ambos os artefatos, os de arte e os da ciência, passam pela análise de peritos que irão avaliar se são adequados ou não. O construto de arte passa pelo júri de especialistas ou pela chancela de instituições artísticas ou pelos laudos de peritos que verificam sua autenticidade para que se instaure como “arte de verdade”, tenha um valor superior. Na ciência o comitê seleciona as pesquisas mais adequadas a serem desenvolvidas ou a banca argui de acordo com a adequação às normas metodológicas e epistemológicas para, enfim, dar o veredito e certificar a autenticidade: “convenceu”. É pesquisa de verdade.
URI: http://hdl.handle.net/123456789/1182
Etapa/Modalidade: Ensino Medio
Appears in Collections:09.04.01 Dissertação

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